Ideias Livres

Postado às 10h00 | 05 dezembro 2019 | Eduardo Passaia

PISA 2018, muito além do ranking.

O PISA é uma avaliação promovida pela OCDE, que avalia a educação em 79 países. Os dados que chegaram a todos nós, da última avaliação de 2018, não é surpresa para ninguém. Quem acompanha estes dados desde que a prova foi implantada em 2000, sabe que o Brasil sofre quedas e quedas e mais quedas.

São avaliadas diretamente a leitura, matemática e ciências.

Não quero me ater aqui às notas fracassadas da nossa educação, mas a questões mais genéricas, que talvez sejam as razões deste fracasso, tais como a metodologia de ensino brasileiro, a presença em sala de aula dos alunos, a questões de disciplina, entre outras situações.

Lembrando que não sou nenhum especialista da educação brasileira, mas que por fazer consultoria e ter filhas matriculadas em uma escola canadense (Maple Bear) de ensino, com metodologia inteiramente canadense e um filho que até o início do ano era matriculado numa ótima escola brasileira, posso comparar as duas metodologias. O Canadá se encontra na 6ª posição, enquanto o Brasil amarga os últimos lugares.



 

"Se quisermos mudar nossa nação, é pelas crianças que devemos começar."

(Ayrton Senna)

Um dos pontos que fica muito claro é a diferença, que cada vez cresce mais, entre as escolas públicas e as escolas particulares. Difícil entender que ainda no Brasil não se tenha proposto, pelo menos de forma experimental, o sistema de voucher, no qual a família recebe um valor para que matricule seus filhos em escolas particulares. Claro que simplifiquei bastante a ideia, mas não temos mais tempo de continuar vendo a educação do nosso Brasil se esvaindo e fazendo que mais gerações sejam condenadas à ignorância e a sub-empregos. Neste sistema, o Estado que é um péssimo administrador, apenas financia, deixando a gestão para a iniciativa privada, o que evidentemente tornaria tudo mais eficiente e mais barato. A média de custo para o Estado brasileiro de um aluno de ensino básico/fundamental/médio, gira em torno de R$600,00 a R$1100,00, dependendo de regiões. Não preciso desenhar que este valor paga uma boa escola particular. Falaremos mais sobre ou vouchers em outra oportunidade, que para mim, é a única maneira de darmos oportunidades iguais a todos de terem educação equiparada.

Outra questão foi a presença dos alunos em sala de aula. O estudante brasileiro é um dos que menos frequenta as aulas e também dos mais indisciplinados. Nesta questão de presença e disciplina, não é surpresa que as escolas militares não sofrem deste problema. Creio que eu não precise me estender com relação a isto.

Quando buscamos entender a metodologia de ensino brasileira, engessada, atrasada e ideologizada, passamos a entender também os porquês desta posição neste ranking. Temos um "patrono" que atacava a família e estimulava a luta de classes. 

Chegamos a um ponto que ou a educação passe a ser gerida de forma correta ou podemos esquecer qualquer sonho de crescimento e riqueza no país, pois é da educação de qualidade que teremos melhoria na mão de obra brasileira, tendo crescimento de produtividade que é a única maneira de gerar riqueza e evidentemente diminuir a pobreza.

 

Eduardo Passaia

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Postado às 15h15 | 19 novembro 2019 | Eduardo Passaia

Reforma Administrativa, Sonho Adiado?

O futuro de nosso país é sequestrado todos os dias pelo corporativismo tenebroso que manda em nossos representantes. Este corporativismo está em todas as esferas, em todos os poderes, nos mercados e, pior ainda, na mente das pessoas que, acostumadas a este assédio por parte das corporações, se tornou passiva e eterna financiadora dos benefícios e privilégios destas.

Vendo as reações das várias corporações sobre a proposta de reforma administrativa, onde atinge alguns pressupostos direitos do funcionalismo público e o recuo por parte do governo Bolsonaro na apresentação desta proposta ao Congresso, fica claro o quanto estas corporações são fortes e em nada estão preocupadas com o futuro do país, seja ele fiscal ou moral. É cristalino que pouco importa que estes "direitos", que pra mim são privilégios, prejudicam a produtividade e o equilíbrio fiscal dos serviços públicos brasileiros e, que evidentemente, os mais prejudicados são sempre os mais pobres que deles dependem muito mais que os mais ricos.

Vamos nos ater apenas a um único ítem que demonstra o quanto estes privilégios são danosos ao nosso país: a estabilidade.

Este privilégio foi concebido para que funcionários que entrassem em determinado governo, não fossem perseguidos ou sumariamente demitidos num próximo. Numa primeira avaliação me parece justo, mas quando vemos no que se tornou a estabilidade, uma muleta para que inúmeros (obviamente que não todos) funcionários não cumpram com suas funções, que não cumpram com horários ou que façam estes trabalhos de qualquer forma, punindo sempre aqueles que necessitam destes serviços.

"Direitos iguais para todos, privilégios especiais para ninguém." 

-Thomas Jefferson-

 

Ter metas e ter certeza que estas sejam cumpridas é premissa para avaliarmos funcionários em qualquer empresa. No serviço público, na enorme maioria dos casos, isto não é possível. Pior que isto, mesmo que notadamente determinado funcionário não cumpra com seu compromisso, este dificilmente será demitido porque a burocracia para tal, impede esta demissão. Casos de demissão por negligência são raríssimos.

A qualificação do serviço público não pode estar atrelada apenas a um concurso feito há anos, sem que haja acompanhamento das funções, produtividade e da qualidade deste funcionário durante os anos. Oras, faz algum sentido pagarmos salários para pessoas que não possuem qualificação para nos servir? O brasileiro paga impostos demais para que não exista qualidade nos serviços que devem ser prestados pelo Estado, no caso, por estes funcionários.

A Argentina deve servir de lição para nós. Reformas não podem ser adiadas.

Com certeza abordaremos mais vezes este assunto sobre as corporações que atuam neste país, mas quem quiser ter acesso a um livro fantástico sobre os privilégios que assolam nosso país, leiam o "Direitos Máximos, Deveres Mínimos" do Bruno Garschagen.

Contarei um caso meu em uma entrevista com um magistrado de nossa terrinha.

Se preparem.

Postado às 08h30 | 11 novembro 2019 | Eduardo Passaia

Bolívia, golpe de Estado ou liberdade?

Bolívia, golpe de Estado ou Liberdade?

Vira e mexe estamos aqui falando sobre falácias e narrativas falsas promovidas pela esquerda. Não que uma parte da direita não esteja se especializando em distorcer fatos para que estes caibam em suas estórias.

A mais nova que começamos a ver neste fim de semana, é sobre o falso golpe de estado que estaria sendo promovido na Bolívia, país que vem tendo sua democracia surrada pela esquerda há alguns anos, sempre com aquela velha ajudinha das propinas brasileiras, irrigadas com o nosso dinheiro. Vendo como as republiquetas socialistas latino americanas vem funcionado, fica cada vez mais claro que a democracia nunca foi o alvo dos líderes esquerdistas pelo Mundo, nunca.

Evo Moralles, agora ex presidente da Bolívia, assim como outros protoditadores latino americanos, deformou a constituição de seu país inúmeras vezes para que houvesse a possibilidade de se eternizar no poder, sonho de todo e qualquer ditador conhecido. Usando do populismo típico de nossa região (isto não é exclusividade esquerdista), usou da ignorância popular, bem como de programas assistencialistas de governo para ter o apoio necessário para atacar a democracia. Comprou a justiça, comprou o legislativo e mudou a Constituição ao bel prazer.

Foram 13 anos de governo e estava tentando o quarto mandato, quando a constituição anterior só previa apenas uma reeleição. Desafiando um plebiscito promovido por ele mesmo, mas que teve resultado contrário as suas expectativas, flagrado em fraudes na última eleição e mesmo com tudo mencionado acima, o povo foi às ruas pedindo a sua saída do poder. Não obteve apoio da polícia que se amotinou e nem das forças armadas que, cumprindo seu papel, pediu sua renúncia.

Quando vemos a esquerda gritando sobre golpes, temos a certeza de que estamos vendo apenas mais uma narrativa mentirosa, visto que eles  apoiam irrestritamente ditaduras socialistas como Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, e tantas outras pelo Mundo, sem sentir qualquer enrubescimento nas faces, sabendo que todos estes governos são sustentados por golpes mortais em suas democracias e leis tiranas e assassinas, violentando os direitos humanos. Será alguém aqui se esqueceu que há pouquíssimo tempo, o PT promoveu uma carta em apoio ao assassino Maduro? Alguém se esqueceu das loas de partidos como PC do B e PSOL tecidas em favor de Che Guevara ou ao governo nortecoreano?

 

 

“Precisamos acabar com todos os jornais. A revolução não pode ser alcançada com a liberdade de imprensa.”

(Che Guevara)

 

Quando você ler ou escutar um esquerdista falando sobre algum assunto, desconfie. Saiba que quase sempre existe a versão deles e, do outro lado, a verdade.

 

 

Eduardo Passaia

Consultor de empresa na área de tecnologia, turismólogo e liberal.

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Postado às 10h15 | 05 novembro 2019 | Eduardo Passaia

Como acreditar em Míriam Leitão agora?

A imprensa brasileira chafurda.

Chafurda na lama produzida por ela mesma. Produzida pela dependência retroalimentada do dinheiro do público, sim dinheiro de impostos, mas que vem financiando há anos diversos setores ineficientes da mesma.

Não interessa mais se as opiniões, tão embasadas de ontem, tenham que ser mudadas para criarem-se novas narrativas.

O corte substancial promovido pelo governo Bolsonaro para estes setores tem produzido situações, no mínimo interessantes.

A economista Míriam Leitão, que nos governos petistas era chamada de urubu pelos governistas simplesmente por dizer o que acontecia e prever o inevitável junto com todos os outros economistas mais sérios e que, durante a campanha eleitoral de 2018, em uma crítica sem sentido ao então candidato do Partido Novo, João Amoedo, indagou-o sobre seus investimentos em renda fixa, como se isto fosse algo ruim para o país, como se este dinheiro ficasse parado em um cofre nos bancos, esquecendo Míriam, que são destes investimentos de milhares de poupadores, que o brasileiro pode ter acesso a mais créditos. Pois não é que foi esta mesma economista resolveu agora criticar os juros baixos conseguidos de forma natural pelo governo Bolsonaro, dizendo que estes juros baixos são péssimos para os poupadores. Me parece que ela ficou meio confusa e não sabe muito bem o que é bom ou ruim para o povo brasileiro. Oras, com a inflação dentro da meta, com viés de baixa, com a economia dando sinais de recuperação, nada mais coerente e correto que se baixem os juros para que mais e mais pessoas possam ter acesso, SE ASSIM DESEJAREM, a créditos para consumo ou para investimentos. Isto não faz parte do manual básico da economia?

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.”

(Joseph Pulitzer)

Diferentemente dos juros reduzidos a marretadas por Dilma Roussef na sua pré campanha para 2014, o cenário de agora é outro, é real e não um cenário dos contos de fadas, onde a Rainha Desvairada decretava que a energia deveria ser mais barata, que o combustível deveria ter preços irreais, que caminhoneiros deveriam ter créditos que no futuro seriam impagáveis, que bancos estatais deveriam subsidiar, com nosso dinheiro, empresas escolhidas a dedo em troca de propinas para crescerem como amigos desta rainha e tantas outras sandices típicas dos populistas bananeiros.

Para que se cure o estrago proporcionado por anos de keynesianismo anacrônico dilmocirista, talvez levem-se alguns anos de árdua luta que não pode ser parada, baseada na estupidez de nossa vizinhança latinoamericana. A tendência esquerdista da atrasadíssima América Latina é um perigo ao combate à pobreza e ao avanço de políticas realmente sociais, afinal Não existe política social mais eficiente que o emprego, como diria Ronald Reagan.

Na Argentina, a população está tirando quem não resolveu seus problemas, o que me parece ser justo, mas está trazendo de volta aqueles que criaram o problema, o que me parece ser uma estupidez sem tamanho.

No Chile, temos um país com números praticamente europeus, com alguns problemas pontuais, típicos de quem foi pobre até outro dia, mas que a população busca um retorno à política que exatamente fazia deles um dos países mais pobres da América do Sul. Oras, diriam uns, é apenas burrice. Não, isto é a doutrinação que tanto falamos existir nas universidades, nas escolas, nos serviços públicos, na cultura… É a eternal falácia de que devemos combater a desigualdade, o que faz necessariamente esquecermos de combater a causa, a pobreza. Até porque é mais fácil atacar as consequências com medidas paliativas, do que resolver o problema com algumas medidas que de início possam parecer impopulares, mas a história está aí pra nos dizer o que realmente funciona.

Não existe caso mais claro do que a Venezuela, que até o início dos anos 90 era o país mais rico de toda a América Latina, mas que adotou o intervencionismo socialista e o resultado sabemos qual é. Economia em frangalhos, direitos individuais reprimidos, fome, miséria, presos e mortos politicos.

Acredito que o clima no Brasil não esteja para este tipo de retorno às sombras, mas todo o cuidado é pouco quando ainda temos como único líder da esquerda brasileira, um dos maiores corruptos de todo o Mundo, com um Sistema jurídico capitaneado pelo próprio STF, todo maquinado para libertá-lo. Se este é o único líder e a esquerda o aceita, podemos entender que para eles, ser bandido nao é problema, o que diz muito de suas intenções.

Mas voltando à imprensa tradicional, sim, esta chafurda em sua própria lama.

 

Eduardo Passaia

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Postado às 09h30 | 17 outubro 2019 | Eduardo Passaia

Desigualdade Social ou a Pobreza, o que realmente interessa combater?

O IBGE nos brindou com um levantamento amplo sobre questões econômica e sociais em nosso Brasilzão.

É um documento interessante se levado a sério, com intuito de realmente atacarmos as causas dos vários problemas levantados neste estudo. Dentre os vários problemas: saneamento, água tratada e tantos outros, algo que chama a atenção, mas não me surpreende é a atenção dada pela imprensa ao tal do aumento da desigualdade social entre os mais ricos e os mais pobres. Nem vou me ater aqui aos números em si, que podemos falar em outro momento e que deixaria muita gente que tem aquele discursinho mofado e enfadonho de que o problema do Brasil está nas “elites burguesas”, com vergonha de terem nascido, visto que são exatamente estes seres nutridos de toda a bondade celestial socialista, que pertencem às classes mais abastadas e não passam de discurseiros num deserto de ideias. O que quero abordar é sobre o que ninguém fala: POBREZA e sua maior causa.

O estudo deixa claro que o problema do Brasil não é a desigualdade social, mas evidentemente o aumento da pobreza num país que fomenta o ódio a quem produz. Este ódio começa pelo próprio Estado, que valoriza, dentro de suas próprias trincheiras, muito mais os burocratas em cargos públicos, com altos salários e penduricalhos vergonhosos, que nada produzem em detrimento de policiais e professores, por exemplo. Este ódio do Estado a quem realmente trabalha fica claro na “punição” para aqueles que ousam investir seu suado dinheiro em algum empreendimento que possa gerar renda, que possa gerar empregos, que possa gerar riqueza, fazendo evidentemente com que a desigualdade que sempre existirá deixe de ser problema. A desigualdade só é problema quando a população ,menos abastada em relação aos mais abastados é pobre, e infelizmente este é o caso do Brasil. A punição estatal vem nas diversas formas de criar regras e travas burocráticas aos setores produtivos, mas a punição mais vil, é punição pecuniária que é imposta através dos impostos escorchantes, que tiram a capacidade do empreendedor de contratar, de reinvestir, de buscar ajuda técnica e tantas outras necessidades para que seu empreendimento cresça.

A eternal baboseira que a culpa da pobreza é dos patrões malvadões cai sempre por terra quando comparamos nosso Brasil aos países mais desenvolvidos, que pregam antes de mais nada a Liberdade, a baixa regulação estatal em cima daqueles que resolvem ousar, investir, isto é, arriscar a produzir.

Desigualdade social não é causa, mas consequência!

"A desvantagem no capitalismo é a desigual distribuição de riqueza, já a vantagem no socialismo é a igual distribuição das misérias".

Churchil

Não podemos esquecer que todas as ações humanas na política e na economia que tentaram intervir e acabar com a desigualdade, acabou em derramento de sangue, muito sangue.

Enquanto o povo brasileiro cair na esparrela de que a desigualdade deve ser tratada antes da pobreza, estaremos fadados ao total fracasso e teremos uma dívida moral com os mais pobres. Roberto Campos, que deveria ser alçado à figura de heroi nacional, dizia que antes da “opção social”, deve-se obrigatoriamente existir uma “opção econômica” viável, sustentável e eficaz. Explicando rapidamente: nenhum programa social tem vida sustentável sem que haja amparo econômico, sem que haja riqueza sendo gerada.

A cabecinha cartesiana de nossos estudiosos sociais é limitadíssima e ainda impera em suas mentes travadas por anos de ideologias assassinas, a teoria da areia no parquinho. Teoria esta que prega que a riqueza não se cria, mas se transfere. Esta é uma burrice que matou milhões de pessoas em todo o Mundo e continua matando.

O discurso de desigualdade social como causa de alguma coisa ruim, só serve aos populistas e aproveitadores. Ou melhor, aos populistas aproveitadores.

Adam Smith, em sua obra prima, “A Riqueza das Nações” de 1776, nos mostra os caminhos que, já naquele tempo, diferenciavam nações ricas das nações pobres. Mises, já na metade do século XX, nos presenteava em suas “Seis Lições”, a diferença da Grã Bretanha e o resto da Europa, no início do século e mostrava que onde se lutava por progresso, existiam empresas britânicas investindo.

Liberade econômica, Liberdade econômica, liberade econômica. Este deveria ser o mantra da solução para a pobreza em todo o Mundo civilizado.

 

Eduardo Passaia

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Postado às 09h00 | 10 outubro 2019 | Eduardo Passaia

Ressaca!

Estou de ressaca! Ressaca moral e ética!

Ressaca das instituições se protegendo e protegendo os seus. Ressaca de ver um país se ajoelhar impotente de um poder paralelo que toma corpo e se agiganta diante de todos.

Envergonhado, não de ser brasileiro, mas de ter no Brasil instituições tão podres e carcomidas em seus ideais como o STF. Órgão que deveria guardar e resguardar a nossa constituição, que por mais utópica e sem sentido que seja, tem que ser a guia mestra, o nosso norte, mas que este órgão resolve jogar no lixo.

Hoje, o que temos no nosso STF é um poder paralelo. Um poder nocivo, que ao invés de trazer segurança jurídica a todos, nos traz o que podemos chamar de “Risco STF”, ou pior, a “Certeza STF”. Certeza de que a Constituição terá uma interpretação enviesada, com proteção aos criminosos, principalmente aqueles que assaltam os cofres públicos e que assassinam a democracia. Certeza de que estas pessoas, estes bandidos, terão a complacência de parte destes “legisladores” oportunistas, que usurpam do poder legislativo a função de criar as leis. Isto ataca de morte a separação de poderes, um dos pilares da democracia. Desbalanceia totalmente o sistema de freios e contra pesos que trazem o equilíbrio entre os poderes.

Uma maioria destes juízes resolveu, de forma vexatória, vestir a camiseta do time das quadrilhas organizadas da corrupção, criando uma nova forma de julgar, usando a criatividade em prol dos bandidos. Entenderam estes “deuses”, que juízes de primeira instância deveriam seguir um processo inexistente, algo como serem adivinhos de que, num futuro, ministros que juraram defender a justiça, iriam endossar chicanas de advogados de defesa de quadrilhas que assaltam o erário, sem que ao menos ruborizassem suas faces diante deste ataque à nossa justiça e aos avanços conseguidos nos últimos anos, no combate a este mal, a corrupção, que destrói e corrói os futuros de todos os brasileiros.

A coisa fica bem pior quando vemos que as mudanças de entendimentos destes ministros dependem claramente de quem é julgado por eles, ou os efeitos que causarão a terceiros. Este mesmo pedido, que agora foi julgado procedente, em 2017 foi negado, com relatoria, vejam só de quem, Gilmar Mendes, que hoje é o ferrenho defensor dos réus da Lava Jato. Alguém saberia dizer o que causa uma mudança repentina de entendimento em tão pouco tempo? Seria o mesmo caso que aconteceu com relação a questão da prisão após condenação em segunda instância? A quem serve estas mudanças de entendimentos casuístas? Quem sabe a resposta a esta pergunta, no mostre o sentido deste tipo de ação destes senhores e senhoras que envergonham toda a população brasileira que quer um país mais justo e decente?

O potencial que estes senhores têm para destruir todo o combate a crimes do colarinho branco é avassalador, o ódio que figuras como Gilmar Mendes demonstram ao se referir a Lava Jato, é no mínimo inquietante a quem tem desejos de justiça. A intenção demonstrada por ele de usar material roubado para incriminar quem lutou contra a corrupção, deixa claro que alguns destes juízes tomaram um lado, mas que este lado passa longe de ser o do Brasil. Só a intenção de relativizar e deixar de lado as robustas provas encontradas nestes 5 anos de Lava Jato, esquecer os absurdos valores recuperados pela força tarefa, todas as delações com documentos probatórios para apontar o dedo para quem fez algo contra toda esta bandalheira, só nos faz levantar inúmeras hipóteses do porquê de tanto ódio, sendo que nenhuma delas a meu ver, republicana.

Não podemos esquecer do inquérito ilegal aberto pelo próprio STF, onde não encontra amparo legal algum. Inquérito em que o STF é vítima, investigador e julgador. Uma vergonha completa. Inquérito ilegal patrocinado pelo próprio presidente da corte que não faz a menor questão de ser pego em mentiras deslavadas para justificar a abertura de mais uma indecência promovida por este tribunal, que hoje parece ser de exceção.

Quem compactua com corruptos, compactua com os assassinatos de mães que morrem dando à luz em chãos de hospitais pelo Brasil, crianças e idosos que morrem por falta de remédios ou mesmo aqueles que morrem pela falta de segurança. Quem compactua e defende corruptos são moralmente culpados.

Fredrik Bastiat, filósofo liberal falecido em 1850, em sua obra prima, A Lei, diz que o Estado (as leis) surgiu para proteger os cidadãos de si próprios e também do próprio Estado. Mas que quando o Estado usa estas leis para se proteger do cidadão, a democracia está sendo atacada, com um Estado autoritário tomando força. Alguém duvida que seja exatamente isto que esteja acontecendo no Brasil neste momento?

Continuo acreditando num Brasil livre, mais seguro e com pessoas realmente boas assumindo cargos importantes, mas para isto ainda teremos um longo caminho, diminuindo o poder dos políticos e burocratas. A liberdade deve ser o objetivo de todos nós.

Eduardo Passaia

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