Saúde e Afins

Postado às 09h00 | 17 setembro 2019 |

SEPSE: diagnóstico precoce é fundamental para tratar a doença

Uma doença grave, que pode matar, mas é pouco conhecida pela população. Estamos falando da sepse, uma infecção que se espalha rapidamente pelo corpo se não for tratada de forma rápida. O Blog da Saúde conversou com a médica Flávia Machado, coordenadora Geral do Instituto Latino Americano de Sepse. Na entrevista, ela explica o que é a doença, como uma boa higiene pode evitá-la e quais os tratamentos adequados.

“Estima-se que haja 400 mil novos casos por ano de SEPSE no Brasil. Por isso, é fundamental reconhecimento precoce da doença e o tratamento adequado para evitar mortes” afirma.

Segundo ela, o risco de sepse pode ser diminuído, principalmente em crianças, quando os responsáveis seguem o calendário de vacinação. Além disso, cuidados básicos de saúde são também importantes. “Uma higiene adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico podem ajudar a prevenir infecções hospitalares”, explicou Flávia.

E a doença não acontece só dentro dos hospitais. Por isso, bons hábitos de saúde e evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos, podem ajudar. Confira a entrevista.

O que é Sepse?

Antigamente conhecida como infecção generalizada ou ainda como septicemia, a sepse trata-se de uma resposta inadequada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa resposta inadequada pode levar ao mau funcionamento de um ou mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente. Essa infecção pode ser bacteriana, fúngica, viral, parasitária ou por protozoários.

Quais são as partes do corpo onde aparecerem focos infecciosos?

Os focos infecciosos mais comumente relacionados à sepse são a pneumonia, a infecção urinária e a infecção abdominal, mas a sepse pode ser originada a partir de qualquer outro foco.

Qual é a população que mais é infectada e fatores de risco?

Qualquer pessoa pode desenvolver sepse. No entanto, há grupos de risco, que são os prematuros e crianças abaixo de um ano, idosos acima de 65 anos, pacientes com câncer, AIDS ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo, pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, diabetes; usuários de álcool e drogas e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

Quais são os sintomas?

A sepse é uma síndrome complexa, podendo se apresentar de diversas maneiras e com sintomas decorrentes do mau funcionamento de diferentes partes do corpo. Caso um paciente apresente febre muito alta, aumento da frequência cardíaca, respiração acelerada ou sinais de alerta como confusão, agitação, alteração do nível de consciência, dificuldades para respirar, diminuição da quantidade de urina, pressão baixa o médico deve ser acionado. Uma equipe médica bem treinada é fundamental para que o tratamento seja adequado.

E o diagnóstico?

O diagnóstico da sepse é feito com base na identificação do foco infeccioso e na presença de sinais de mau funcionamento de órgãos. Não há exames específicos, mas sim aqueles voltados para a identificação da presença de infecção, um hemograma e para a identificação do foco, como radiografia de tórax, e exames de urina. É também importante a identificação do agente infeccioso, com coleta de culturas de todos os sítios sob suspeita de infecção, mas principalmente do sangue. São também importantes os exames para identificar a presença de mau funcionamento dos órgãos, principalmente um exame chamado lactato, que mostra se a oferta de oxigênio aos tecidos está adequada.

Temos tratamento?

O principal tratamento da sepse é a administração de antibióticos pela veia o mais rápido possível. Pode ser necessário ainda outros tratamentos dependendo da gravidade do paciente, como por exemplo, oxigênio, soro e outros medicamentos para manter a pressão arterial ou diálise se os rins pararem de funcionar. Um aparelho de respiração artificial pode ser utilizado em caso de dificuldade respiratória grave.

Postado às 09h00 | 17 setembro 2019 |

Dia Mundial da Segurança do Paciente – 17 de setembro

Hoje é o Dia Mundial da Segurança do Paciente. A data foi criada este ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar para a importância da assistência segura. A mensagem é uma convocação para todos, gestor, profissionais de saúde, pacientes, familiares, cuidadores: Vamos Lutar pela Segurança do Paciente.

O Brasil tem o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), criado para melhorar o cuidado com pacientes e profissionais nas unidades de saúde do Brasil. O tema é de grande importância aqui e em todo o mundo. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a data 17 de setembro como o Dia Mundial de Segurança do Paciente.

Postado às 09h30 | 13 setembro 2019 |

Educador físico ajuda a criar hábito de praticar atividade física

“Temos uma tendência de poupar energia. Só que hoje tudo é feito para dar conforto e não precisarmos realizar nada. E, por isso, estamos fadados a adoecer”, alerta o profissional de educação física da Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, da Rede Ebserh, Sávio Camargo.

A falta de atividade física é um fator de risco para as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs), como as cardiovasculares, cânceres e diabetes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 3,2 milhões de mortes em todo mundo são atribuídas à falta de atividade física. Isso significa uma morte a cada 10 segundos.

E como o educador físico pode ajudar a diminuir esses índices? O papel do profissional de educação física é importante na medida em que ele tem um conhecimento e ferramentas para despertar atitudes nas pessoas, para que elas possam fazer mais atividade física. “Fazer mais atividades eu não estou falando somente de academia, mas de ter menos situações de comportamento sedentário, se exercitando minimante no dia a dia”, comentou ele.

Além disso, seguir a orientação desse profissional para praticar esportes, de baixo ou alto impactos, é fundamental para o corpo e para a mente. “O exercício regular desencadeia uma série de efeitos benéficos ao corpo. É muito importante também que a pessoa se identifique com o que vai ser mais prazeroso. Quando a gente coloca atividade física como fator de proteção para saúde, é importante experimentar coisas diferentes para fazer da atividade física um hábito, uma coisa prazerosa, que não seja uma obrigação”, reforçou ele.

Em relação ao trabalho do professor de educação física enquanto profissional da área de saúde, é importante destacar o grande papel de sua intervenção em centros de saúde pública e de atividades ao ar livre. “Profissional de educação física na atenção básica de saúde, por exemplo, pode ser determinante para que uma comunidade seja mais engajada em relação à prática de atividade física. Um profissional responsável para formar grupos, para incentivar a prática regular de exercício, é importante para que as pessoas não permanecem muito tempo em comportamento sedentário”, destacou Sávio.

Evitando o sedentarismo

Um dos incentivos do Governo Federal para a prática de atividade física, é o Programa Academia da Saúde. Por meio de recursos financeiros, os municípios recebem recursos para financiar a implantação de polos que contam com uma infraestrutura e equipamentos adequados; e profissionais qualificados para promover práticas corporais e atividade física, promoção da alimentação saudável e educação em saúde.

Além das práticas corporais (dança, jogos, aeróbica, dentre outros), que vão estimular o movimento, o gasto energético, o autoconhecimento, o equilíbrio e outros componentes da produção do cuidado devem ser incentivados e promovidos nos polos, como as práticas integrativas e com grupos multiprofissionais que vão auxiliar e monitorar os usuários.

Postado às 09h15 | 13 setembro 2019 |

Tabagismo: como reverter os danos causados pelo cigarro aos seus dentes

O mundo está mudando e a busca por um estilo de vida mais saudável ganha força. Um sinal dessa transformação é a queda do número de fumantes no Brasil: segundo o Ministério da Saúde, o hábito de fumar caiu 36% entre os brasileiros na última década.  

Que o cigarro faz mal à saúde, não é novidade. E ele também pode ser muito nocivo para os dentes. Se você está entre os 36% que parou de fumar (ou pretende abandonar esse hábito) e tem problemas dentários causados pelo tabaco, fique tranquilo. Há tratamentos eficazes para revertê-los.  

Dentes amarelados 

Uma característica de quase todos os fumantes, principalmente dos que fumam há muitos anos, são os dentes amarelados. Isso acontece porque a nicotina e o alcatrão, entre outras substâncias presentes no fumo, aderem aos dentes de forma cumulativa. Ou seja, a cada tragada, o fumante deposita pigmentos que alteram a coloração normal dos dentes 

O seu dentista poderá lhe orientar sobre a forma mais adequada de reverter ou minimizar os danos causados pela nicotina na boca. Agende uma visita. 

Mau hálito  

Além de manchar os dentes, o alcatrão presente no cigarro causa um problema muito incômodo: o mau hálito. Por essa razão, quem fuma deve ter cuidado redobrado com a higiene bucal. 
 
Se você parou de fumar mas ainda apresenta o problema, uma limpeza de tártaro pode ajudar. Consulte o seu dentista e informe-se sobre o tratamento.  

Doença periodontal (gengivite) 

A doença periodontal, uma infecção da gengiva e dos ossos ao redor dos dentes, atinge não só quem fuma, mas é muito mais comum entre os fumantes, que têm duas vezes mais risco de desenvolver a doença. 

Isso acontece porque o tabagismo interfere no sistema imunológico e dificulta o combate das bactérias que causam a gengivite. Além disso, o hábito de fumar dificulta o reparo dos tecidos da gengiva, tornando a boca mais vulnerável a infecções. 

O tratamento para curar a gengivite inclui limpeza (feita pelo dentista) e uso de antibióticos e anti-inflamatórios. Vale lembrar que a automedicação não é uma opção. Consulte um especialista sempre! 

O fumante deve realizar visitas regulares ao dentista. Os danos do tabaco são graves, mas, há tratamentos para mitigar esses danos. Para garantir acesso aos melhores profissionais, que tal contratar um plano dental da MetLife? Visite o nosso site e conheça as opções.  

Postado às 09h00 | 11 setembro 2019 |

8 alimentos proibidos para comer antes de dormir

Uma das preocupações ao se alimentar antes de dormir é que alguns alimentos podem atrapalhar o sono. Mas existem outros efeitos que comer antes de ir para a cama pode causar.

Em conversa com a nutricionista Débora Copelli Lima, alguns alimentos podem prejudicar o descanso durante a noite e até levar ao ganho de peso não-intencional. Por isso, a especialista recomendou evitar comer à noite alimentos estimulantes e calóricos. São eles:

  • Cafeína: presente no caféchá mate e refrigerantes a base de cola
  • Termogênicos como: canelagengibre e pimenta
  • Açúcar, de doces em geral
  • Gorduras, presentes na carne vermelha, pizza e pastéis, por exemplo
  • Frituras, como batata frita e salgadinhos
  • Alimentos calóricos, tipo pães, massas, tortas, salgadinhos industrializados
  • Pratos pesados, como lasanha, feijoada
  • Excesso de líquidos, que podem te fazer acordar muitas vezes durante a noite para eliminar o excesso.

Esses alimentos podem acelerar o metabolismo, ou porque se configuram como estimulantes ou porque fazem o nosso organismo gastar mais energia para digeri-los.

Comer à noite engorda?

Uma pesquisa da Universidade de Oregon constatou que comer tarde da noite engorda, pois consumir alimentos calóricos perto da hora de dormir predispõem à estocagem de energia. O Dr. Steven Shea, autor do estudo, explicou que "nós simplesmente não gastamos tanta energia depois de uma refeição noturna em comparação com as refeições matinais".

Ele ainda afirmou que ao guardar energia, a pessoa dorme menos e ambas as práticas contribuem para o ganho de peso. A nutricionista Copelli também aconselha a evitar alimentos calóricos e gordurosos antes de dormir, como lasanhas, feijoadas e frituras.

Dormir cedo, descansar tempo suficiente e substituir alimentos altamente calóricos por aqueles de baixa caloria ao jantar tarde da noite pode contribuir para a perda de peso, segundo a pesquisa.

Outros riscos

A prática de comer muito durante à noite também está relacionada com diversos perigos à saúde, como aumento do colesterol, risco de infartohipertensão e diabetes.

Um estudo publicado num jornal da Sociedade Europeia de Cardiologia associou problemas cardiovasculares a hábitos alimentares ruins, como pular o café da manhã e comer tarde da noite.

Inclusive, pessoas que já tiveram um infarto possuem de quatro a cinco vezes mais chances de sofrerem outro episódio ou ter dores no peito depois de trinta dias de alta, se possuírem tais costumes.

Além disso, outra pesquisa, da Universidade da Pennsylvania, sugere que comer tarde da noite está associada com ganho de peso não-intencional, aumenta os níveis de insulina, o que implica no desenvolvimento da diabetes, e aumento do colesterol e triglicérides, que estão associados à doença cardíaca.

Postado às 08h45 | 11 setembro 2019 |

10 hábitos que podem gerar insônia e como evitá-los

Cansaço, irritação, dificuldade de concentração. Quem nunca sentiu esses sintomas depois de uma noite de sono mal dormida? Não é toa. A ausência do sono reparador, além de tirar a nossa disposição para enfrentar a correria do dia a dia, pode prejudicar a nossa saúde física e mental. 

Se você sofre de insônia, procure um médico para saber as causas do problema, mas fique atento. Alguns erros que você, sem perceber, comete na sua rotina podem estar contribuindo para agravar esse quadro. A MetLife listou 10 hábitos que são inimigos do seu sono. Veja:

1- Praticar exercícios físicos à noite

Sabemos que a rotina está cada vez mais corrida e que, para muitos, o período noturno é o único disponível para as atividades físicas. Porém, essa prática pode ter um efeito indesejado: a insônia.  

Quando você se exercita em ritmo pesado depois das 21h, chega em casa com o sistema circulatório acelerado e provavelmente vai demorar a relaxar até pegar no sono.  

Isso bagunça seu relógio biológico e leva ao cansaço. Portanto, prefira se exercitar durante o dia, de preferência no início da manhã. Dessa forma, você começa o dia cheio de energia para trabalhar e termina relaxado para dormir profundamente. 

2- Comer muito no jantar 

Comidas pesadas como carne vermelha, massas e feijão prejudicam mais o sono do que você imagina. Fique longe deles nas refeições noturnas! No jantar, prefira saladas, cremes leves, sopas e proteínas magras, já que digestão desses alimentos exige menos do corpo. O seu sono agradece!

3- Tomar café à noite 

Quase todo mundo sabe que a cafeína em excesso pode atrapalhar o sono, já que é um estimulante. No entanto, muita gente ainda insiste em minimizar seus efeitos tomando café ou outras bebidas estimulantes, como refrigerantes com cafeína, depois das 17h.  
 
Se você sofre de insônia e tem esse hábito, experimente tirá-lo da sua rotina. Para pessoas sensíveis ou que não têm o hábito de beber café, apenas uma pequena xícara é suficiente para tirar o sono. 

Depois que anoitecer, prefira bebidas como suco de maracujá e chá de camomila.  

4- Dormir em um ambiente desconfortável  

O quarto é o seu refúgio e um dos cômodos da casa que merecem cuidado redobrado com organização. Se você acha que convive bem com a sua bagunça, melhor repensar: ela pode estar atrapalhando o seu sono. 
 
Portanto, mantenha seu quarto livre de entulhos e bagunça, com poucos móveis, e garanta a boa circulação de ar. Para a decoração, escolha tons relaxantes como o azul claro, o verde e os tons de lavanda. Evite pintar as paredes de cores fortes e energizantes, como o vermelho, o amarelo e o laranja. Deixe o quarto o mais escuro e silencioso possível, usando cortinas tipo blackout.

5-Dormir com colchão e travesseiros inadequados 

Se você dorme em um travesseiro velho e desconfortável e está adiando a compra de um novo por achar o item caro, lembre-se de que é a sua saúde que está em jogo.  
 
Travesseiros e colchões inadequados, além de comprometerem a qualidade do seu sono, também podem causar problemas de coluna, dores musculares e dores de cabeça.

6- Acordar muito tarde 

Acordar depois das 11h da manhã pode ser a única opção para profissionais que trocam o dia pela noite, mas não é saudável e nem contribui para um bom descanso. Nosso organismo está acostumado a dormir à noite, quando tudo está escuro. A ausência de luz faz o corpo produzir a melatonina, um hormônio que controla nosso relógio biológico.

Se trocarmos o dia pela noite, a produção de melatonina se desregula e podemos sofrer de insônia. Portanto, se você não trabalha durante a madrugada, tente dormir cedo e acordar cedo.  

7- Nunca se desligar dos problemas  

Todos têm pelo menos um motivo de preocupação, afinal, os problemas fazem parte da vida adulta. No entanto, não dá para viver pensando neles o tempo todo. O excesso de preocupações, sem dúvida, é inimigo do sono e da sua saúde física e mental 

Procure não levar os problemas para a cama! Faça uma lista das suas principais preocupações e dos passos que você pode tomar para solucioná-las ou, pelo menos, diminuir o impacto delas na sua vida.  

Uma dica é procurar uma atividade que distraia a sua mente e ao mesmo tempo relaxe, como ler um livro ou meditar, antes de dormir. 

8- Fumar e consumir bebida alcóolica 

O cigarro causa diversos malefícios à saúde, mas o que muita gente não sabe é que a insônia é um deles. Durante o sono, o fumante entra em um estado de abstinência à nicotina, o que acaba provocando despertares ao longo da noite. 

Já o álcool, mesmo que tenha efeito relaxante, causa insônia por prejudicar a fase profunda do sono. Ele também pode agravar casos de ronco e apneia, já que provoca o relaxamento dos músculos da traqueia.  

9- Não ter um horário regular para dormir 

Pode parecer difícil, mas dormir todos os dias no mesmo horário vai mudar a sua vida! Esse hábito faz o corpo se "programar" para descansar sempre no mesmo período do dia. 

Definir um horário fixo tanto para dormir como para acordar diariamente faz com que o corpo gaste e recupere as energias de forma mais eficiente, o que diminui as chances de insônia. 
 
10- Deixar a TV do quarto ligada depois de ir para a cama 

A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo nosso organismo e uma de suas funções básicas é a indução ao sono. Ela começa a ser produzida quando o dia escurece, para ajudar o organismo se preparar para dormir. 

Se você deixa a TV ligada quando vai se deitar, a claridade da tela interromper a ação da melatonina. O resultado? Insônia ou uma noite de sono ruim.